Que mulher é um perigo, todo mundo já sabe. Agora, mulher de tpm, sem dinheiro, solteira e em processo de análise é caso de segurança pública.
Explico. Lá pras bandas da minha casa num fim de tarde desses aí, uma jovem senhora na faixa dos 20 anos e com todos os pré-requisitos acima foi assaltada. Quer dizer, sofreu uma tentativa de assalto.
O desavisado e desarmado meliante chegou intimando - isso é um assalto, passa a bolsa. O que ele não sabia era que aquela mocinha tão magrinha e bonitinha era uma fera esperando a oportunidade de atacar alguém. Se a vítima fosse homem e vagabundo, tanto melhor.
Dizem que ela agarrou o braço do rapaz e começou a gritar - ah, você quer minha bolsa? eu não te dou minha bolsa seu safado, some daqui! vai trabalhar - e essas coisas que a gente diz (ou não) durante um assalto.
Tem uma outra versão, que diz que ela espancou o moço com a bolsa, objeto de desejo, e ele saiu correndo e pedindo socorro. Ele gritava - chama a polícia, essa mulher é maluca! Socorro!
Tem ainda uma terceira versão que diz que o assaltante não sobreviveu, mas acho que é exagero.
Enfim, o que eu queria dizer com essa história é que às vezes estar na merda pode te salvar. Se a moça estivesse feliz da vida, provavelmente tinha entregue a bolsa pro assaltante. Mas ela tava puta, enfezada, de tpm e foi isso que a salvou. Porque a bolsa de uma mulher tem basicamente tudo que importa nessa vida, identidade, cartões, dinheiro, guarda-chuva, celular, o melhor gloss e o melhor rímel. Sem contar que aquela bolsa combinava com tudo.
E tem mais uma coisa, pense bem antes de mexer com uma mulher enfezada. Se ela espancou um marginal imagina o que faria com você.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Fim de caso
Uma coisa que me intriga é aquela choradeira de fim de relacionamento. É uma tristeza sem fim, um chororô, depressão, overdoses de aspirina, bebedeira... e por aí vai, de acordo com o gosto do cliente.
Pra quê tudo isso? Gente, como dizia minha avó, ninguém morre de amor. A não ser os suicidas, mas os suicidas são uma categoria à parte, como diria o velho Durkheim ( hoje tô cheia de referências confiáveis)
Aí, a gente faz aquela baixaria, chora na frente do porteiro, liga pros amigos às 3 da manhã, mobiliza a família, toma uns porres, sai agarrando uns adolescentes na balada, dias e mais dias de ressaca moral. E o que acontece?
Acontece que passa. Depois de uns meses ninguém lembra mais porque foi tudo aquilo. E o que fazer com as lembranças das baixarias? Ignorar. Sim, ignore na maior cara de pau, faz de conta que não foi com você. E se alguém tiver a desfaçatez de perguntar diz que foi possuída por uma força estranha, fala que devia ser macumba daquele desgraçado.
Agora, outra coisa que me intriga é como é que passa? Aquele amor que você tinha certeza que era o maior do mundo, simplesmente passa. Tá certo que ele fez um monte de merda, tá certo que toda sexta-feira era dia de pizza, tá certo que você tinha que cortar as unhas do pé dele, tá certo que ele nunca lavava a louça, tá certo, tá certo. Mas a questão é que parecia que era O CARA. Parecia que nada ia abalar aquele amor, que era possível entender qualquer defeito, e toda aquela baboseira de novela. Como é que a gente passa dessa fé inabalável no amor romântico pra indiferença absoluta? Sei lá. Mas as duas coisas são boas( e viva o otimismo).
É gostoso encontrar um amorzinho que dá aquele calor, que preenche suas noites solitárias, que te faz pensar em morar de novo com alguém, etc. Mesmo sem entender porque, foda-se o porque. O que interessa é que é bom.
E arrisco dizer que é melhor ainda você conseguir se livrar completamente daquele chato que não ama mais. No começo dói um pouco, mas depois vai que é uma beleza, nem precisa KY. E liberdade nunca fez mal pra ninguém, não é minha gente?
Minha vó que não se conforma, diz que eu sou solteirona e já passei da idade de casar, que marido é tudo ruim e que eu tenho que escolher logo qualquer um. A coitadinha tá esclerosada, não enxerga nem escuta mais ninguém, mas quando eu chego vai logo perguntando se arrumei um noivo. Pois é vó, não arrumei ainda mas tô feliz assim. Não se preocupe.
E vamos por aí, catando um gato aqui e um sapo acolá. Se vou casar com qualquer um como sugere minha avó é cedo pra decidir, por enquanto estou satisfeita com meu status de mulher solteira.
Pra quê tudo isso? Gente, como dizia minha avó, ninguém morre de amor. A não ser os suicidas, mas os suicidas são uma categoria à parte, como diria o velho Durkheim ( hoje tô cheia de referências confiáveis)
Aí, a gente faz aquela baixaria, chora na frente do porteiro, liga pros amigos às 3 da manhã, mobiliza a família, toma uns porres, sai agarrando uns adolescentes na balada, dias e mais dias de ressaca moral. E o que acontece?
Acontece que passa. Depois de uns meses ninguém lembra mais porque foi tudo aquilo. E o que fazer com as lembranças das baixarias? Ignorar. Sim, ignore na maior cara de pau, faz de conta que não foi com você. E se alguém tiver a desfaçatez de perguntar diz que foi possuída por uma força estranha, fala que devia ser macumba daquele desgraçado.
Agora, outra coisa que me intriga é como é que passa? Aquele amor que você tinha certeza que era o maior do mundo, simplesmente passa. Tá certo que ele fez um monte de merda, tá certo que toda sexta-feira era dia de pizza, tá certo que você tinha que cortar as unhas do pé dele, tá certo que ele nunca lavava a louça, tá certo, tá certo. Mas a questão é que parecia que era O CARA. Parecia que nada ia abalar aquele amor, que era possível entender qualquer defeito, e toda aquela baboseira de novela. Como é que a gente passa dessa fé inabalável no amor romântico pra indiferença absoluta? Sei lá. Mas as duas coisas são boas( e viva o otimismo).
É gostoso encontrar um amorzinho que dá aquele calor, que preenche suas noites solitárias, que te faz pensar em morar de novo com alguém, etc. Mesmo sem entender porque, foda-se o porque. O que interessa é que é bom.
E arrisco dizer que é melhor ainda você conseguir se livrar completamente daquele chato que não ama mais. No começo dói um pouco, mas depois vai que é uma beleza, nem precisa KY. E liberdade nunca fez mal pra ninguém, não é minha gente?
Minha vó que não se conforma, diz que eu sou solteirona e já passei da idade de casar, que marido é tudo ruim e que eu tenho que escolher logo qualquer um. A coitadinha tá esclerosada, não enxerga nem escuta mais ninguém, mas quando eu chego vai logo perguntando se arrumei um noivo. Pois é vó, não arrumei ainda mas tô feliz assim. Não se preocupe.
E vamos por aí, catando um gato aqui e um sapo acolá. Se vou casar com qualquer um como sugere minha avó é cedo pra decidir, por enquanto estou satisfeita com meu status de mulher solteira.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Conta outra
Alguém acredita que o atorzinho da malhação queuenemsabiaqueexistia pegou 2 travecos por engano? E foram bonzinhos com a prostituta oferecendo 50tão, por serviços não prestados?
Como se diz em carioquês: fala sério!
Essa é mais uma da classe média desocupada e amoral. Lembra do entediado Marquês de Sade promovendo orgias no séc. XVIII? Tá super na moda, benhê.
Os 120 dias de Sodoma não acabam mais.
Como se diz em carioquês: fala sério!
Essa é mais uma da classe média desocupada e amoral. Lembra do entediado Marquês de Sade promovendo orgias no séc. XVIII? Tá super na moda, benhê.
Os 120 dias de Sodoma não acabam mais.
Tenha fé
Uma coisa que me intrigava muito a respeito de religião, quando eu ainda tinha, era como ter certeza que minha religião era a certa. Porque o que eu entendia era que a minha religião era a única certa no mundo, que seus seguidores eram especiais e escolhidos pelo todo poderoso. Até aí, melhor pra mim... mas e o resto das pessoas? Elas também acreditavam que suas religiões estavam certas, elas não seguiam a religião errada de propósito. Elas mereciam se foder no além? Essas questões perturbavam meus devaneios filosóficos infantis.
Outro pensamento derivado desse que me atormentava, era que deus devia ser bem malvado pra deixar tanta gente desinformada morrer sem direito de frequentar o paraíso. Sem contar os índios coitados, que foram todos pro inferno sem sequer ouvir falar de deus! Mas minha religião me ensinava que deus era só bondade e amor... parece confuso, mas explico: ele era tudo isso só com os filhos que o amavam e seguiam a cartilha certa.
Pra fechar essa questão de dúvidas existenciais e divinas, tinha o problema da fé. A fé nesse caso é substituta de argumento, cada vez que eu perguntava: como vou ter certeza que minha religião é a certa? Eu ouvia: você deve ter fé. Mas, veja bem, as outras pessoas também têm fé em outra coisa... Recebia de volta aquela expressão meio compreensiva, meio repreensiva. E lá vinha a história de Adão e Eva que comeram do fruto da árvore do conhecimento, a despeito das recomendações divinas, e foram expulsos do Éden. E entendia que devia ter fé e guardar meus pensamentos pecaminosos pra mim e rezar pra deus não estar prestando atenção. Porque ainda por cima ele tudo sabe e tudo vê.
Resumo da ópera: tenha fé, não pense demais nem questione, siga as regras ou pode acabar no inferno. Fala sério, não dá pra ser feliz assim! Daí que eu desisti desse negócio de ir pro céu, de ficar com medo dos pensamentos, de me segregar do resto do mundo, de sentir pena dos índios que foram pro inferno e etc. Daí que mandei deus às favas e resolvi inventar meu caminho. Daí que é difícil estar solta no mundo. Daí que é gostoso trepar antes do casamento. Daí que é essencial usar camisinha. Daí que acho que os gays têm direito de existir. Daí que tenho valores.
Infelizmente o que sobra disso tudo é a culpa, a única coisa que ainda não perdi é essa culpa desgraçada, mas as coisas aprendidas na infância, tanto as boas como ruins, são difíceis de mudar mesmo. Mesmo quando a gente sabe que são tolices.
Outro pensamento derivado desse que me atormentava, era que deus devia ser bem malvado pra deixar tanta gente desinformada morrer sem direito de frequentar o paraíso. Sem contar os índios coitados, que foram todos pro inferno sem sequer ouvir falar de deus! Mas minha religião me ensinava que deus era só bondade e amor... parece confuso, mas explico: ele era tudo isso só com os filhos que o amavam e seguiam a cartilha certa.
Pra fechar essa questão de dúvidas existenciais e divinas, tinha o problema da fé. A fé nesse caso é substituta de argumento, cada vez que eu perguntava: como vou ter certeza que minha religião é a certa? Eu ouvia: você deve ter fé. Mas, veja bem, as outras pessoas também têm fé em outra coisa... Recebia de volta aquela expressão meio compreensiva, meio repreensiva. E lá vinha a história de Adão e Eva que comeram do fruto da árvore do conhecimento, a despeito das recomendações divinas, e foram expulsos do Éden. E entendia que devia ter fé e guardar meus pensamentos pecaminosos pra mim e rezar pra deus não estar prestando atenção. Porque ainda por cima ele tudo sabe e tudo vê.
Resumo da ópera: tenha fé, não pense demais nem questione, siga as regras ou pode acabar no inferno. Fala sério, não dá pra ser feliz assim! Daí que eu desisti desse negócio de ir pro céu, de ficar com medo dos pensamentos, de me segregar do resto do mundo, de sentir pena dos índios que foram pro inferno e etc. Daí que mandei deus às favas e resolvi inventar meu caminho. Daí que é difícil estar solta no mundo. Daí que é gostoso trepar antes do casamento. Daí que é essencial usar camisinha. Daí que acho que os gays têm direito de existir. Daí que tenho valores.
Infelizmente o que sobra disso tudo é a culpa, a única coisa que ainda não perdi é essa culpa desgraçada, mas as coisas aprendidas na infância, tanto as boas como ruins, são difíceis de mudar mesmo. Mesmo quando a gente sabe que são tolices.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
E por falar nisso...
Lembrando de coisas que mãe não aprova, lembrei que até bem pouco tempo eu não falava palavrão em público. De vez em quando um filha da puta, mas só.
Então fiquei pensando, de onde saiu esse bloqueio? Aí lembrei de quando eu tinha uns 6 anos e bem na frente da escola tinha um muro onde estava pichado BUCETA. Euzinha na pureza dos meus 6 anos e pouca leitura fui perguntar pra minha mãe o que queria dizer.
Ela explicou: é um jeito muito feio de falar florzinha, vc não deve falar essa palavra feia. Promete?
Prometo.
E cumpri a promessa por vários anos, afinal nunca quis decepcionar a mamãe.
Até que chegou um momento da minha vida que eu precisava botar os palavrões todos pra fora. Abri as comportas e não parei mais, agora eu falo todos.
Falo cabaço, que sempre odiei e nem sei se é palavrão. E xoxota, também não gosto mas falo adoidado. Uma opção que curto pra xoxota é xana, acho mais natural. E tem PORRA que sempre foi meu sonho poder dizer à vontade.
Mas tenho meus preferidos. Pra xingar quando bate o dedão na quina é BUCETA.
E pra qualquer coisa boa ou ruim é CARALHO. Esse é sem dúvida o palavrão mais versátil. É do caralho!
Pra nomear o dito cujo gosto muito de pau, cai bem durante o ato. Pinto é tão espontâneo que dá vontade pegar logo de uma vez. Já bilau é broxante, assim como bráulio, blargh! Chupa meu bilau?! Péssimo.
Hoje em dia falo palavrão até perto da minha mãe, ela continua pura nas palavras mas não se incomoda mais comigo.
Ela entendeu que minha florzinha virou buceta faz tempo.
Então fiquei pensando, de onde saiu esse bloqueio? Aí lembrei de quando eu tinha uns 6 anos e bem na frente da escola tinha um muro onde estava pichado BUCETA. Euzinha na pureza dos meus 6 anos e pouca leitura fui perguntar pra minha mãe o que queria dizer.
Ela explicou: é um jeito muito feio de falar florzinha, vc não deve falar essa palavra feia. Promete?
Prometo.
E cumpri a promessa por vários anos, afinal nunca quis decepcionar a mamãe.
Até que chegou um momento da minha vida que eu precisava botar os palavrões todos pra fora. Abri as comportas e não parei mais, agora eu falo todos.
Falo cabaço, que sempre odiei e nem sei se é palavrão. E xoxota, também não gosto mas falo adoidado. Uma opção que curto pra xoxota é xana, acho mais natural. E tem PORRA que sempre foi meu sonho poder dizer à vontade.
Mas tenho meus preferidos. Pra xingar quando bate o dedão na quina é BUCETA.
E pra qualquer coisa boa ou ruim é CARALHO. Esse é sem dúvida o palavrão mais versátil. É do caralho!
Pra nomear o dito cujo gosto muito de pau, cai bem durante o ato. Pinto é tão espontâneo que dá vontade pegar logo de uma vez. Já bilau é broxante, assim como bráulio, blargh! Chupa meu bilau?! Péssimo.
Hoje em dia falo palavrão até perto da minha mãe, ela continua pura nas palavras mas não se incomoda mais comigo.
Ela entendeu que minha florzinha virou buceta faz tempo.
Masoquista
A dor. Ai a dor é uma delícia.
Me lembra que estou viva. Me acorda.
Minha moleza só se mexe na dor.
Ai de mim!
Queria tanto encaixar essa frase em algum lugar.
Tipo assim: Que ônibus lotado! Ai de mim!
Queria fazer uma tragédia pra dizer o tempo inteiro:
Ai de mim.
Ai como dói. Tem dores que doem mais.
Tem dor que dói tanto que me faz escrever.
Tem dor que me faz morrer.
Tem até dor que me faz trepar.
Tem dor pra tudo.
Ai de mim! Desgraçada que sou...
Minha mãe nunca me deixou falar desgraçada
E eu sempre adorei essa palavra
Ô desgraça!
Que dor desgraçada!
Ai de mim!
Ai que delícia...
Me lembra que estou viva. Me acorda.
Minha moleza só se mexe na dor.
Ai de mim!
Queria tanto encaixar essa frase em algum lugar.
Tipo assim: Que ônibus lotado! Ai de mim!
Queria fazer uma tragédia pra dizer o tempo inteiro:
Ai de mim.
Ai como dói. Tem dores que doem mais.
Tem dor que dói tanto que me faz escrever.
Tem dor que me faz morrer.
Tem até dor que me faz trepar.
Tem dor pra tudo.
Ai de mim! Desgraçada que sou...
Minha mãe nunca me deixou falar desgraçada
E eu sempre adorei essa palavra
Ô desgraça!
Que dor desgraçada!
Ai de mim!
Ai que delícia...
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Pára senão atiro
O pai atirou no próprio filho pensando que fosse um ladrão.
O filho, que costumava dormir cedo, chegou da balada e forçou a porta pra não ter que acordar os pais. O pai acordou e recebeu o intruso a balas. Era o filho, que morreu antes de chegar ao hospital. Agora o pai está sedado e já tentou suicídio 3 vezes. Deve ser bem mais fácil morrer do que sobreviver depois disso.
Pode ser implicância minha, mas não me espanta que o tal pai fosse PM. E uma coisa é certa, ele se sentiu no direito de matar quem ousou abrir a porta de sua casa.
E aí ele aprendeu que vale a pena pensar um pouco antes de atirar em alguém.
Aliás, será que vale a pena atirar em alguém?
O filho, que costumava dormir cedo, chegou da balada e forçou a porta pra não ter que acordar os pais. O pai acordou e recebeu o intruso a balas. Era o filho, que morreu antes de chegar ao hospital. Agora o pai está sedado e já tentou suicídio 3 vezes. Deve ser bem mais fácil morrer do que sobreviver depois disso.
Pode ser implicância minha, mas não me espanta que o tal pai fosse PM. E uma coisa é certa, ele se sentiu no direito de matar quem ousou abrir a porta de sua casa.
E aí ele aprendeu que vale a pena pensar um pouco antes de atirar em alguém.
Aliás, será que vale a pena atirar em alguém?
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