terça-feira, 21 de outubro de 2008

Apresentação do IAdança, euzinha no elenco.


Quase todo mundo que me conhece sabe que estou dançando. O IAdança é um grupo de dança do Instituto de Artes da UNESP, é um projeto de extensão no qual os dançarinos (bolsistas) desenvolvem uma pesquisa ligada à dança, ao mesmo tempo que desenvolvem uma coreografia.
A coreografia se chama Dança de quem?
Venham assistir, eu acho o trabalho muito bacana.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Professor Doutor esclarece as diferentes acepções possíveis no conceito de "bambi"

É chato acordar às 6:45hs no sábado? É, mas se você tem uma aula interessante fica muito mais fácil.

Nesse sábado, um professor doutor (pela USP) nos apresentou o conceito de "bambi", em suas diferentes conotações, ou seja, no bom e no mau sentido. Talvez atendendo a uma demanda criada pela campanha da Sra. Marta Suplicy.

Para explicitar melhor o conceito, o Prof.Dr. nos ofereceu um exemplo da vida real. Um indivíduo muito chato, um mala, exigente, que exige muitos detalhes para fazer uma avaliação, esse é o indivíduo usado como exemplo. Esse indivíduo contém todas as características citadas anteriormente. Essas características podem ser resumidas da seguinte forma: é um bambi.
Mas agora atenção: esse é um exemplo de bambi no mau sentido. Foi a resposta às questões elaboradas pelos alunos que ficaram em dúvida em relação ao conceito de bambi. Daí a conclusão, a qual apenas um professor verdadeiramente doutor poderia chegar: existem duas acepções para o conceito de bambi, uma no bom e outra no mau sentido.
A partir dessas duas acepções do conceito, foram desenvolvidas outras especificidades que, talvez devido à minha falta de alcance intelectual, não fui capaz de apreender. Mas deixo o espaço do blog aberto ao debate, podemos continuar a discussão e talvez chegar a algumas conclusões.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Eu nunca tive muita dificuldade em estar sozinha, pelo contrário, gosto de ficar comigo. Tive poucos momento de solidão sentida, aquela que dói mas não tem ninguém pra resolver pra você. Isso é uma coisa.
Outra coisa é criar sozinha. Em determinado período, me vi criando sozinha, só eu e a Renata Kamla, que me dirigia. Foi difícil, tentamos adoidado, mas paramos o trabalho antes de chegar em alguma forma. Eu comecei a estudar, a Rê também, e sobrava pouco tempo pra gente, desanimamos. Paramos o trabalho.
Ao longo deste ano, acabei criando algumas cenas sozinha. Quem acompanha o blog, deve ter visto alguns eventos, saraus, que anunciei aqui. Para cada um desses eventos criei uma cena. Além disso, estou dançando num grupo do IA (Unesp), e aprendendo muito sobre criação ali.
O fato é que, várias pessoas que me assistiram, me perguntaram se eu gostava de solos. E eu morrendo de medo de ser considerada egoísta, solitária, anti-social, etc, respondia que não. Não, eu só criei algumas cenas solo porque ninguém quer, ou não tem tempo, ou não tem saco pra criar comigo. É isso.
Mas pensando no assunto sozinha, e sem medo, entendi que eu gosto sim de solos. E acho que o solo expressa bem a nossa falta de tempo, de disposição ou seja lá o que for, a nossa individualização. E vejo dois lados, no mínimo, nessa questão. O artista que constrói algo sozinho, está dizendo que aquela é a sua posição. Não tem grupo para dividir a conta, não tem a coletividade para se dissolver. É ele. Por outro lado, uma criação solitária, expressa a nossa falta de espírito coletivo também. Com "a nossa", quero dizer da humanidade. A nossa falta de tempo pra contruir coisas juntos, seja trabalho, ou idéias, ou sentimentos, ou eleições, ou criações artísticas.
Enfim, depois de relutar um pouco, resolvi que vou construir um solo, sim. Aliás, ele já está delineado. Vou juntar as cenas que fiz separadamente, que têm um diálogo entre si, e provavelmente terei que construir algumas transições, mas a cara do trabalho já existe. É bem provável que tenha um músico comigo, e dependendo de como a coisa se desenvolver pode-se tornar um duo, quem sabe? Agora, se o músico desistir do trabalho, será um solo, sem culpa.

No muro

TV GLOBO SE VOCÊ NÃO EXISTISSE HAVERIA "PAZ" NO WOLD

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Blog em crise

Este blog está em crise. Quem passa por aqui de vez em quando já percebeu que tenho escrito pouquíssimo no blog. Não que eu não esteja escrevendo ou pensando em nada, eu estou escrevendo bastante, mas são coisas que não entrariam nesse blog.
Relembrando como ele surgiu, percebi que ele não tem mais função. Eu o criei para escrever aqui minhas histórias, minhas poesias, minhas pobres formas literárias. Mas praticamente parei de escrever essas coisas.
Bom, eu sinto pena de deixá-lo e estou pensando em transformá-lo. Talvez pudesse escrever sobre teatro, assim os trabalhos que tenho escrito poderiam ser postados e discutidos aqui. Mas um lado negativo seria a redução de público, que já é pequeno. Ele se tornaria um blog temático, sobre teatro e suas consequências... será que alguém vai se interessar? Bom, que me ajudem os que por aqui passarem, opinem por favor. Enquanto isso vou pensando em como transformá-lo. Aceitamos sugestões (sempre). Beijos.

sábado, 13 de setembro de 2008

SARAU EXPERIMENTAL

Quem vai no sarau põe o dedo aqui! Hoje tem sarau no Instituto de artes da UNESP, entrada é grátis e cerveja baratinha.
A idéia do sarau é que seja mesmo experimental, quem tiver uma cena esquisita pode se arriscar lá. Eu vou com minha cena estranha, mais alguém?

Sábado 13 de setembro
à partir das 22 horas
local: sala fúrio do Instituto de artes.

Endereço: Rua Dom Luis Lasagna, 400
04266-030 Ipiranga - São Paulo - SP
PABX: (11) 2066-6500

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Encontro

Se encontraram por acaso, ele o caixa, ela a cliente de uma dessas padarias/restaurante de São Paulo. Encontro banal, mas ela sentiu que se dissesse alguma coisa pra ele, ele entenderia. Era raro pra ela se fazer entender.
São R$ 6,40, disse ele. Ela disse que achava que tinha trocado, enquanto vasculhava a carteira. Entregou 6,40 reais e ele respondeu: opa, por essa eu não esperava. Ela entendeu o seu bom humor, ele viu que ela entendeu, assim, duas pessoas se entenderam naquela tarde.
Num outro dia, se encontraram no mesmo caixa, ele entregou um chocolate com um bilhete que continha um nome e um telefone. Me pediram pra te entregar. Como assim? Um rapaz pediu pra te entregar o chocolate, olha o bilhete. Ah... é sério? É. Hum, que brega... obrigada. Ele sorriu, entendeu.
Ela saiu pensando em como era difícil se fazer compreender no seu dia-a-dia de aulas, trabalho, almoços em pequenos restarantes/padarias, ônibus, metrô, banca de jornal, supermercado, etc. E, simples assim, ele se tornou alguém especial, alguém que ela não sabia o nome, mas que a entendeu e foi também entendido, por duas vezes. Duas vezes. Duas pessoas se entenderam.