sábado, 13 de setembro de 2008

SARAU EXPERIMENTAL

Quem vai no sarau põe o dedo aqui! Hoje tem sarau no Instituto de artes da UNESP, entrada é grátis e cerveja baratinha.
A idéia do sarau é que seja mesmo experimental, quem tiver uma cena esquisita pode se arriscar lá. Eu vou com minha cena estranha, mais alguém?

Sábado 13 de setembro
à partir das 22 horas
local: sala fúrio do Instituto de artes.

Endereço: Rua Dom Luis Lasagna, 400
04266-030 Ipiranga - São Paulo - SP
PABX: (11) 2066-6500

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Encontro

Se encontraram por acaso, ele o caixa, ela a cliente de uma dessas padarias/restaurante de São Paulo. Encontro banal, mas ela sentiu que se dissesse alguma coisa pra ele, ele entenderia. Era raro pra ela se fazer entender.
São R$ 6,40, disse ele. Ela disse que achava que tinha trocado, enquanto vasculhava a carteira. Entregou 6,40 reais e ele respondeu: opa, por essa eu não esperava. Ela entendeu o seu bom humor, ele viu que ela entendeu, assim, duas pessoas se entenderam naquela tarde.
Num outro dia, se encontraram no mesmo caixa, ele entregou um chocolate com um bilhete que continha um nome e um telefone. Me pediram pra te entregar. Como assim? Um rapaz pediu pra te entregar o chocolate, olha o bilhete. Ah... é sério? É. Hum, que brega... obrigada. Ele sorriu, entendeu.
Ela saiu pensando em como era difícil se fazer compreender no seu dia-a-dia de aulas, trabalho, almoços em pequenos restarantes/padarias, ônibus, metrô, banca de jornal, supermercado, etc. E, simples assim, ele se tornou alguém especial, alguém que ela não sabia o nome, mas que a entendeu e foi também entendido, por duas vezes. Duas vezes. Duas pessoas se entenderam.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

nós e jesus

Da cama olhei jesus, nós saborosos
saborosa cama
nós e jesus

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Pérolas do horário eleitoral

Nas ruas, é o que o povo diz
Com a Marta vamos ser feliz
(licença poética?)

O Kassab é um homem de coragem.
(e sempre em movimento, ele anda enquanto fala e a câmera também)

Pesquei essas pérolas em menos de 5 min de programa, vou tentar assistir por mais tempo.

PS: O Kassab é duas vezes diplomado pela USP.

domingo, 10 de agosto de 2008

10 minutinhos de oração.

A campainha tocou de repente, quem será? O coração acelera sempre que acontece uma surpresa. Abriu. Três senhoras de coque e saias compridas, reconheceu uma delas, a vizinha do 63. Momento de silêncio em que se pensa em muitas coisas ao mesmo tempo. Uma delas se adiantou, não foi a vizinha - viemos convidá-lo para um momento de oração - pausa - são uns dez minutos... Não, obrigado.
- Sua mulher está?
- Está.
- Ela não gostaria?
- Mor?
- Não, obrigada.
- Então, licença. Obrigada.
Se olharam, que história é essa de oração? Um quase enfarte por causa de oração? Que negócio é esse de tocar a campainha dos outros sem avisar? E porque não convidaram o casal gordinho do 61? Por acaso a gente precisa delas pras nossas orações?
Não, nós não oramos mesmo. Mas se quiséssemos não seria por intermédio da vizinha. Uma mal educada que sequer agradece quando seguramos a porta do elevador... Impossível que ela esteja mais perto de deus do que nós. Tá certo, não acreditamos exatamente em deus. Mas temos uma idéia do que seja divino, e estamos mais perto do que ela. Mas afinal, por que tocou justo a nossa campainha?
Ah, ela ouve a gente transando! Só pode ser. Ou quer entender porque não aceitamos participar da terapia do amor. Ou entender porque continuamos segurando a porta do elevador pra ela, que nunca agradeceu. Ou quer conhecer nossa vida... sei lá.

mínima

amor carrapicho,
grudento e dolorido
cachaça e comprimidos

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Vi no jornal nacional

Fiquei super feliz ao assistir o jornal nacional ontem, vi uma matéria que contava que mais de 1 milhão de pessoas saíram da linha da miséria. A D. Maria (nome fictício) por exemplo, mora em uma favela em São Paulo, num barraco de um cômodo e hoje (depois de sair da linha da miséria) pode comprar os eletrodomésticos que quiser, comprou um som (R$ 940,00) que era seu sonho. Claro que a D.Maria não tem R$ 940,00 para pagar num som, à vista, mas as instituições financeiras estã aí pra isso, não é? É isso aí minha gente, os brasileiros saem da linha da pobreza e os bancos ( e afins) agradecem.
Depois tem gente que reclama da situação do país... ô povinho negativo esse brasileiro. Estamos em festa, a festa do crédito!