terça-feira, 10 de janeiro de 2012

roupa dada não se olha os dentes

desde o nascimento eu tenho recebido roupas usadas. na infâncias as tias repassavam as roupas dos primos. as senhoras um pouco mais endinheiradas de vez em quando também. sempre usei roupa usada e peguei gosto

tem gente que tem nojo ou inventa que não é bom, que a roupa traz as vibrações do antigo dono
- deus me livre de misturar as minhas vibrações com desconhecidos
ou mesmo com conhecidos... nunca se sabe né?

eu que tenho gosto pela coisa já penso justamente que minhas vibrações tão aí pra se misturar
que quando eu uso a roupa de outro não deixo de ser eu, nem me atrapalho com meu eu. meu eu é você
meu eu não existe assim, puro no mundo. meu eu tá cheio de roupas usadas por incontáveis pessoas

pode ser questão de costume, é eu sou meus costumes
e costumo mesmo compartilhar roupas, espaços, copos e corpos
pode achar pouco higiênico, espiritualmente perigoso, virtualmente nojento. mas eu não aprendi assim, não.
aprendi a agradecer e usar os usados. e no fim, gosto de pensar que veio alguma história na roupa.

quem sou eu pra querer uma história individual? nã nã ni. nunca fiz questão de virgindade
quero miscelânea de roupa corpo e espírito. mas dizer o que? eu sou pobre, sempre fui
e pobre é dado a essas perversões, ô gentinha corticeira

5 comentários:

Danilo disse...

Campanha do agasalho. Tire essa roupa parada do seu armário!

Fernanda Moreno disse...

amei Flá!!!

"nunca fiz questão de virgindade.." =)

mas, acho que é coisa de pobre mesmo viu!!! gente que faz dos restos o seu prato principal, e isso é sim um elogio que também vem acompanhado de criticas... eu nega to tendo que aprender a comprar roupa agora já que as ropuas da patroa não entram mais nem forçando...

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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